16.11.08

Muito Distantes...

Acordei tarde hoje, e digo tarde porque foi “de tarde”!! E ainda com vontade de ficar na cama. Domingo é mesmo dia da preguiça!

Final de semana foi longo à beça, sexta festa, sábado baile e bastante folia!! Foi bom, mas sério mesmo, quero que chegue logo a segunda-feira. Estranho isso, né? Mas eu querooo!

Despertei já lembrando dos meus pais que voltam hoje de viagem. Sempre fico assim quando isso acontece. Me despeço como se no dia seguinte fosse encontra-los novamente, e dias depois percebo que não. E que sinto a falta deles.

Engraçado que na despedida a gente não pensa que eles vão fazer tanta falta assim. É gostoso ter o pai e a mãe em casa.. dá aquela sensação de conforto, como se nada de ruim pudesse acontecer com eles por perto.

Agora mesmo me vem à cabeça algumas cenas corriqueiras no nosso dia-a-dia. Chimarrão final de tarde com a mãe (esse é sagrado), caminhada com o pai, jornal, looongas conversas e cada um formando uma melodia para sua vida!

Almoço de família mesmo é muito engraçado, principalmente quando a coisa já banalizou! Domingo, como de costume em quase todas as famílias, nos reunimos pra almoçar juntos. Hoje não teve, claro, mas nesses encontros fico observando como certas pessoas não mudam mesmo! A tia fazendo a salada, o tio sentado sempre na mesma cadeira e até do mesmo jeito!!

Família nos dá suporte, base, educação e amor, mas também é um dos maiores fatores para estagnação. Porque eles gostam que fique tudo como está. Acham um absurdo se você resolveu trocar de profissão, ou pensa em viajar por muito tempo e querem dar opinião em tudo, interferindo nas suas escolhas.

Família alemã não é muito de carinho, cafuné e beijinhos. É mais distante com relação ao tato, mas é muito fofa. Minha mãe, por exemplo, está sempre preocupada com todos os filhos afilhados e afins, demonstrando amor através da preocupação e de atos. Ela não é chegada a abraços demorados e afeição feita com as mãos, mas adora me mimar com badulaques e atenção.

Já meu pai, de origem super-hiper mestiça, é aquele cara mais distante.. que sabe tudo, mas finge que não sabe nada. Fica só olhando tudo acontecer, e quando pinta um problema qualquer a gente recorre à ele e pimba!! Tá dado o conselho certo! Acho que isso é coisa de patriarca mesmo!

Por isso, aproveitando que o assunto vem sendo a saudade (hoje em especial dos meus pais!), deixo aqui a minha dica, com uma pitada de nostalgia e melancolia: aproveite cada instante que tiver com os seus, pois à medida que a areia escoa pela ampulheta do tempo você percebe o quanto carrega deles, não só no sobrenome, mas em seus atos estão os resquícios desses almoços, expressões e costumes. E quando quiser uma mudança na sua vida, procure cada vez mais ouvir sua voz deles!! Sempre!


Família êh! Família ah! Família! oh! êh! êh! êh! Família êh! Família ah! Família!...

2 comentários:

Unknown disse...

eh pati..
a base é tudo.
e quanto mais longe mais se nota,
quanto mais saudades mais valorizada é.
o agradecimento e o aproveitamento por ter uma deve ser diario.

*agora de ferias vou poder voltar a acompanhar teu blog ,)

beijão querida

Unknown disse...

Família é tudo! Lindo o que você escreveu Pati, nunca tinha percebido, mas a questão dos costumes dos familiares é pura realidade. Lendo isso fui comparando o que você fala com as coisas aqui em casa, a gente acaba não se dando conta e o tempo vai passando.. passando.. e a atenção que devemos dar aos nossos familiares as vezes vai sendo deixada de lado. Bons conselhos! Mil beijos Flor! :*